Dianova incentiva políticos, empresas e a sociedade a "pintar o mundo de laranja" para combater a violência contra a mulher

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23 Nov / Dianova incentiva políticos, empresas e a sociedade a “pintar o mundo de laranja” para combater a violência contra a mulher

 

A 25 de novembro, a entidade não-governamental adere à campanha UNITE | UNA-SE das Nações Unidas

Uma iniciativa de 16 dias que pretende consciencializar para os abusos e agressões a que são expostas, pelo menos, 800 milhões de mulheres e meninas de todo o mundo.

Una-se, alaranje o mundo para acabar com a violência contra as mulheres sem deixar ninguém para trás #OrangeTheWorld

A violência contra a mulher converteu-se numa epidemia global. Alguns investigadores sugerem que até 70% já sofreram algum tipo de abuso físico ou psicológico pelo menos uma vez na vida.

Neste contexto, e com a finalidade de consciencializar a sociedade, empresas e legisladores sobre esta grave situação, a 25 de novembro – Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher, a rede internacional Dianova dará início à sua campanha de 16 dias de activismo “UNA-SE”, organizada pela ONU.

Para Montse Rafel, directora da Dianova International, “é imprescindível que os governos, o sector privado e as organizações da sociedade civil trabalhem em conjunto para identificar as necessidades e implementar políticas e medidas destinadas a proteger as mulheres e as meninas”.

Mobilizar a Sociedade para não deixar ninguém para trás

A iniciativa, cujo lema é “Não deixar ninguém para trás“, pretende promover acções que ajudem a pôr fim às agressões que sofrem cerca de 800 milhões de mulheres e meninas em todo o mundo.

Uma dessas ações é “Pinte o Mundo de Laranja” que convida a sociedade civil a partilhar nas redes sociais: 

Fotos com uma peça de roupa cor-de-laranja vestida;

Mensagens utilizando o hashtag #OrangeTheWorld;

A cor laranja simboliza um futuro mais optimista e com mais oportunidades para o sexo feminino.

A violência contra a mulher acontece em todas as esferas da vida:

  1. Familiar;
  2. Conjugal;
  3. Profissional;
  4. Educacional;
  5. Saúde, etc.

Segundo a Dianova, estes abusos relacionam-se principalmente com estruturas sociais sexistas e patriarcais que favorecem a violência.  A diferença salarial atinge 23% a nível mundial,  perpetuando-se as desigualdades entre homens e mulheres, segundo Organização Internacional de Trabalho.

Apesar deste preocupante panorama, é possível realizar mudanças prevenindo a violência contra as mulheres e as meninas. “Nunca houve um momento melhor para actuar. Homens e mulheres de todo o mundo, estão a dar conta das suas responsabilidades, procurando pôr fim a estas violências.”

“Temos que exigir dos governos a implementação de leis capazes de proteger as mulheres. Podemos unir as nossas vozes para lutar contra a violência e promover os direitos humanos no âmbito profissional, escolar, nas redes sociais, etc.”, assinala a directora da Dianova.

Da Violência de Género aos Direitos Humanos: 16 dias de activismo

A campanha de 16 dias, até 10 de dezembro (Dia dos Direitos Humanos) é uma mobilização social que incluirá eventos como:

– Iluminação em cor laranja de edifícios e lugares emblemáticos em diversos países para atrair a atenção de todo o mundo,

– A comemoração oficial da ONU do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher.

UNA-SE enquadra-se no objectivo de desenvolvimento sustentável #5, que reconhece a igualdade de género e o empoderamento das mulheres. Essa meta faz parte da Agenda 2030 – composta de 17 metas – adoptada em 2015 pelos 193 membros das Nações Unidas com o objectivo de melhorar as condições de vida das pessoas, do planeta e aumentar a prosperidade económica.


Sobre a Dianova

A Dianova é uma ONG internacional constituída por associações e fundações que operam na América, Europa, Ásia e África. Os membros da Dianova contribuem para o desenvolvimento de indivíduos, comunidades e organizações através de vários programas e intervenções de carácter social, sanitário e humanitário.

Em Portugal, a Dianova intervêm nas áreas da Prevenção, Tratamento e Reinserção Social das Dependências, Formação, Apoio Psicossocial e Desenvolvimento Comunitário desde 1984, das quais beneficiaram ao longo dos últimos anos mais de 70.000 Jovens e Adultos.

 

Principais afiliações

A Dianova Internacional ocupa uma posição consultiva especial no Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), está registada como organização da sociedade civil junto da Organização dos Estados Americanos (OEA) e mantém relações consultivas com a UNESCO. A Dianova integra ainda, entre outras, o Conselho Executivo do Comité de ONG de Saúde Mental.