Dez Conselhos para acabar com a Violência Doméstica

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20 Nov / Dez Conselhos para acabar com a Violência Doméstica

No âmbito do Dia Internacional de Erradicação da Violência de Género a 26 de Novembro, a Dianova lança a campanha #2030StopGenderViolence de 16 dias para consciencializar e prevenir esta problemática.

O nosso objectivo é ajudar a alcançar a visão da Agenda 2030 em relação à igualdade de género.“Alcançar um mundo no qual todas as mulheres e meninas desfrutem da plena igualdade de género e que todas as barreiras legais, sociais e económicas para o seu empoderamento tenham sido removidas.”

Todos podem ter uma atitude contra a violência doméstica, quer se esteja directamente envolvido ou não

A violência doméstica diz respeito a todos – quer se seja rico ou pobre, instruído ou não, jovem ou velho, negro ou branco, homo ou heterossexual. Estima-se que, durante as suas vidas, mais do que uma em cada três mulheres e um homem em cada 12 já foram alvo de violência física ou sexual por parte do seu parceiro íntimo.

Está na altura de mudar esta situação! Se este problema lhe diz respeito, e se se interroga sobre o que poderá fazer para ajudar, eis dez conselhos para ajudá-lo/a a terminar com a violência doméstica.

Saiba reconhecer os Sinais

A violência pode surgir logo no início de uma relação ou após meses ou anos de vida em comum. Eis alguns sinais que devem imperativamente alertá-lo/a:

> Ele/a tem ciúmes dos/as seus/suas amigos/as ou do tempo que passa sem ele/a

> Ele/a tenta dissuadi-lo/a de ver os/as seus/suas amigos/as denegrindo-os/as constantemente.

> Ele/a tenta envergonhá-lo/a e colocá-lo/a em situações embaraçosas.

> Ele/a tenta controlar as suas actividades; ele/a telefona-lhe dez vezes por dia para saber onde está e com quem está.

> Ele/a quer ter o direito de controlar as suas despesas.

> Ele/a procura rebaixá-lo/a e responsabiliza-o/a pelos vossos problemas conjugais.

> Ele/a quer impedi-lo/a de trabalhar.

> Ele/a apodera-se dos seus bens pessoais.

> Ele/a ameaça exercer violência sobre si, sobre um familiar seu ou sobre um animal de estimação seu, para conseguir o que deseja.

> Ele/a exerce pressão sobre si para obter relações sexuais ou determinadas práticas de que você não gosta, ou já foi forçado/a a ter (neste caso, é violação).

> Ele/a já se revelou violento/a (por exemplo, uma bofetada) e, depois, pediu desculpas jurando que “tal nunca mais voltaria a acontecer”.

> Ele/a já o/a ameaçou com uma arma ou uma faca.

Clique aqui para fazer download do documento em PDF ou clique nas imagens para as expandir.

 

Não procure noutro lugar

A polícia ouve sempre a mesma cantilena da parte das testemunhas: “Eu tinha visto/ouvido/notado situações de violência em casa deles, mas isso não me dizia respeito/eu não ousava interferir “.

Claro que sim, isto diz-lhe respeito e é do seu dever intervir! Se suspeitar de uma situação violenta em casa dos seus vizinhos, chame a polícia: talvez possa salvar uma vida.

Saiba escutar

Se uma pessoa se confidenciar à sua pessoa e lhe disser que é alvo de violência por parte do/a seu/sua parceiro/a, escute-a sem julgar. Não ponha em causa as suas palavras e pergunte-lhe o que pode fazer para a ajudar.

Esteja disponível

Se um dos seus familiares ou amigos estiver pronto a deixar um cônjuge violento ou se ele/a temer um aumento da violência, esteja disponível. Preveja antecipadamente um local de encontro; certifique-se de que o seu carro está pronto e com o depósito atestado; tenha permanentemente o seu telefone consigo, com o som activado.

Informe-se sobre as instalações de acolhimento mais próximas

Um dos seus familiares ou amigos pode precisar urgentemente de ir para um desses lugares. Mantenha à mão os contactos das instalações de acolhimento próximas (número de telefone ou até mesmo o endereço).

Visite um familiar ou amigo em perigo

Se achar que um/a amigo/a seu/sua está em perigo devido à violência do/a seu/sua parceiro/a, não o/a deixe sozinho/a! Visite-o/a o mais possível para se inteirar da sua segurança.

Seja útil

Algumas vítimas de violência não têm a possibilidade de se informar sobre as instalações de acolhimento, sobre os recursos possíveis, sobre os preparativos ou sobre  os meios de fuga (confiscação do telefone/computador por parte do/a parceiro/a violento/a, controlo dos factos e dos gestos, etc.). Faça isso por ele/a, mantenha a pessoa informada e mantenha a confidencialidade das diligências que fizer.

Anote o que vê

Se for amigo/a ou familiar de uma vítima de violência doméstica, é possível que seja testemunha de incidentes de violência ou de intimidação, ou que a vítima se confidencie a si após os factos. Tome nota de tudo: da data, do local, dos eventuais ferimentos, das circunstâncias do acontecimento. Tudo isso pode ser útil em caso de inquérito ou de procedimento judicial.

Passe a mensagem

Também pode participar nos esforços de informação e prevenção levados a cabo pelas organizações de ajuda às vítimas e de luta contra a violência doméstica. Ajude, participe, use as suas redes para passar estas mensagens na sua comunidade (local de trabalho, clubes de lazer, reuniões comunitárias, etc.)

Viva de acordo com as suas convicções

Na sua opinião, a violência contra as mulheres, sejam elas quais forem, é a vergonha das nossas sociedades? Como consumidor/a, rejeite a cultura da violência e do menosprezo das mulheres perpetuada por determinados meios de comunicação, programas de televisão, filmes, música, jogos de vídeo, etc. E divulgue essa sua rejeição!

 

Violência Doméstica é um Crime Público

Em Portugal, a violência doméstica é um crime público Lei n.º 112/2009, de 16 de setembro (e Lei n.º 129/2015). O Código Penal Português prevê e pune o crime de violência doméstica.

Violência Doméstica assume a natureza de crime público, o que significa que o procedimento criminal não está dependente de queixa por parte da vítima. Basta uma denúncia ou o conhecimento do crime, para que o Ministério Público promova o processo.

O procedimento criminal inicia-se com a notícia do crime, e pode ter lugar através da apresentação de queixa por parte da vítima de crime. Ou da Denúncia do crime por qualquer pessoa ou entidade, numa Esquadra da PSP, Posto da GNR, ou directamente no Ministério Público.