Igualdade de género

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30 Nov / Igualdade de Género e Saúde

Campanha “UNA-SE” 16 Dias de Activismo para Acabar com a Violência Contra as Mulheres

A importância da Igualdade de Género na Saúde

Alcançar a igualdade de género na saúde significa que todas as expressões de género estão nas mesmas condições para exercer plenamente os seus direitos e o seu potencial para serem saudáveis. Tal impacta o desenvolvimento da saúde e o acesso a recursos de cuidados de saúde sem barreiras.

Apelar à igualdade, implica a existência de diferenças entre homens e mulheres em termos de necessidades, acesso e controlo de recursos de saúde. Deverão ser abordadas para corrigir os actuais desequilíbrios.

 

Saúde e Pobreza

As mulheres em geral e alguns grupos específicos como migrantes, idosas, jovens, minorias étnicas encontram-se especialmente vulneráveis à pobreza, devido aos padrões dominantes que determinam as relações pessoais e sociais entre homens e mulheres.

Neste contexto, sabe-se que os riscos de saúde resultantes de situações de pobreza são maiores para as mulheres do que para os homens. Tal, deve-se às consequências da pobreza relacionadas com os efeitos que resultam das desigualdades de género. Esta maior vulnerabilidade das mulheres é designada como a “feminização da pobreza”.

As áreas da saúde e violência ao longo da vida

A violência contra as mulheres afecta a sua integridade, produzindo efeitos adversos a nível físico, psicológico e social. Apesar de algumas formas de violência sexual ser sistematicamente usadas como armas em conflitos de guerra, a violência contra as mulheres no seio familiar mais frequente é a violência doméstica.

As estatísticas obtidas em diferentes partes do mundo mostram que entre 16% e 52% das mulheres são alvo de violência física por parte dos seus parceiros. E pelo menos 20% são agredidas sexualmente durante as suas vidas.

Devido às relações de domínio, as mulheres sofrem actos de violência em todos os estágios de vida:

  1. Desde a fase pré-natal (abortos selectivos, infanticídio feminino);
  2. A infância (abuso sexual, mutilação genital, casamento infantil);
  3. Até à velhice (pobreza, maiores barreiras ao acesso de serviços de saúde, etc.) (WHO, 1998).

Em termos de saúde mental e género, esta é uma área com um desenvolvimento precário. Consolidá-la, requer um esforço interdisciplinar colaborativo, considerando a interacção dos diferentes fenómenos envolvidos: biológico, ambiental e psicossocial.

É necessário desenvolver formação junto dos profissionais e investigadores de saúde, incorporar conhecimento das variáveis relacionadas com género nas decisões clínicas, gestão e pesquisa terapêutica.

Devemos assim equacionar como evitar alguns fenómenos tais como:

  1. Sobre-diagnóstico ou sobre-medicação na população feminina;
  2. Sobre a percepção de alguns profissionais relativamente a casos de saúde mental nas mulheres. São mais complexos e com um pior prognóstico de preconceito do que os seus pares masculinos;

Integrar a abordagem de género como instrumento para reduzir as desigualdades sociais na saúde

Saber qual é a condição de saúde de uma população significa saber o porquê das pessoas adoecerem, identificando as suas necessidades e expectativas, são objectivos que deverão ser tidos em conta na elaboração de políticas, programas e serviços.

Contudo, estudos realçam que o actual conhecimento sobre saúde carece de uma análise crítica que permita uma visualização dos problemas de saúde que afectam diferentemente homens e mulheres.

A introdução da perspectiva de género na saúde implica uma avaliação diferenciadora das consequências para homens e mulheres relativamente a qualquer acção planeada, seja legislação, políticas ou programas.

#OrangeTheWorld #16days

Gisela Hansen

Psicóloga, Comunidade Terapêutica Can Parellada, Dianova Espanha, e Relações Internacionais, Dianova Internacional