Testemunhos

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Testemunhos Tratamento de Dependências

Pedro L.

Olá eu sou utente na Comunidade Terapêutica Quinta das Lapas, actualmente encontro-me com 6 meses de programa.

Vim para Comunidade Terapêutica devido ao meu consumo de heroína e cocaína e por não estar a encontrar um bom rumo para a mim. A Dianova tem estado a ter um papel fundamental neste processo de mudança na minha vida: Voltei a restabelecer hábitos que tinha perdido durante estes últimos anos, hábitos de higiene, viver em sociedade. Respeito por mim e pelos outros, relações familiares que estavam muito debilitadas, etc…

Sem dúvida alguma hoje sinto-me mais forte e muito melhor pessoa!!!!

Maria J.

Olá, eu sou uma residente na Dianova.

O início do tratamento foi difícil para mim. Mas com a ajuda da equipa técnica consegui passar os meus dias de uma forma normal, como nas actividades do dia-a-dia, que é zelar pela comunidade terapêutica Quinta das Lapas. Temos também grupos onde eu me sinto bem e consigo receber ajuda para as minhas dificuldades.

Com toda a ajuda que recebo, recuperei o que tinha perdido no passado: a confiança com a família e amigos e nas pessoas que me rodeiam. Isto fez-me sentir bem na comunidade e nas tarefas que fazemos. Fazemos também cozinha, lavandaria, coordenação e acompanhamento dos utentes recém chegados.

Sinto-me bem na Comunidade Terapêutica Quinta das Lapas – Dianova.

Família M.L.

Sou a filha mais velha de uma utente que está internada na CT Quinta das Lapas. Finalmente sinto que consegui recuperar a minha mãe, houve dias da minha vida que achei que a ia perder para sempre. Dias em que me senti cansada, zangada e cheia de raiva porque as drogas e o álcool pareciam mais importantes do que a minha vida e do meu irmão! Já adultos soubemos organizar a nossa vida, mas ficava sempre a faltar alguma coisa.

Fiquei muito feliz com a entrada da minha mãe na Dianova, recuperei a tranquilidade de poder viver o meu dia-a-dia sem medo que o telefone tocasse e fosse mais uma má noticia sobre a minha mãe! Hoje sinto que recuperei a minha mãe e que sem drogas e álcool ela continua muito importante para mim. Gosto dos tempos que passamos juntos, gosto de a ouvir fazer planos e quando vou à Quinta sinto sempre que sou acolhida numa “família grande”. Agradeço e valorizo todo o trabalho que tem feito com a minha mãe, sei que não é uma mulher fácil! Eu quase desisti…

Francisco B.

Tenho 50 anos e vim por causa da cocaína, sou adito.

Sou um dos utentes da Comunidade Terapêutica Quinta das Lapas – Dianova e estou no fim do programa.

Fui muito bem recebido e senti-me acarinhado pela equipa. Tive uma óptima evolução, desde emoções, responsabilidade, entre outras. A nível terapêutico foi óptimo.

Fizeram-me ver a vida de maneira diferente, se não fosse a terapia jamais pensaria assim neste momento.

Tem todas as condições reunidas para o bem-estar, evolução e mudança dos utentes. A minha terapia foi muito importante para o meu crescimento aqui na comunidade.

Espero que continuem assim, mantenham a terapia e muita porque faz todo o sentido.

Devo muito a esta equipa, todo o esforço que já fizeram por mim. O homem que sou hoje devo á equipa e aos utentes.

 

Família C.L.

Sou o pai do C.L., até estar em tratamento na CT Quinta das Lapas, vivia sempre com o coração nas mãos. Nunca sabia como o podia encontrar, nem quando viria para casa e em que estado. Era uma aflição constante! Chegou a um momento em que eu e a minha mulher não sabíamos mais como o podíamos ajudar. Ele não deixava que nos chegássemos a ele.

Felizmente, surgiu a oportunidade do C. ser internado e tratar dos seus problemas e da sua dependência. Já era muito difícil haver comunicação entre nós. Desde que ele foi para a CT, conseguimos começar a falar e melhorar a nossa relação. Hoje vejo que conseguiu criar hábitos e rotinas e aceitar que tem de assumir responsabilidade pelos seus comportamentos e atitudes. Graças à equipa da CT, C. conseguiu reorganizar-se e trabalhar as suas dificuldades e fragilidades. Hoje em dia conseguimos estar com o nosso filho sem haver discussões e agressividade. Sinto que cresceu muito e que o ambiente e dinâmica da CT foi o melhor para ele poder voltar a viver, sem recorrer a drogas.

 

Joana M.

Sou a esposa de um utente alcoólico, tenho 51 anos e a minha vida e da minha família mudou muito com o processo de dependência de álcool do meu marido. O A. nunca foi um homem violento fisicamente, mas eu e as minhas filhas já não aguentávamos mais as mentiras e as manipulações, a chantagem emocional. Sentíamos constantemente que a nossa vida familiar se perdia e se desorganizava a cada dia que passava e que chegava a casa bêbado ou que começava a beber logo de manhã. A vergonha que sentíamos era cada vez maior e pedir ajuda foi a última alternativa. Consegui ser firme e dizer-lhe que só me mantinha casada com ele se decidisse tratar-se. E foi nessa fase que conheci a Dianova por aconselhamento de uma Assistente Social da autarquia.

Agora sinto que tudo mudou na nossa vida. Parece que ganhámos um novo homem e todos estamos agradecidos ao trabalho que a equipa da Dianova desenvolveu e toda a paciência que teve para nós, sempre disponível e atenta para apoiar as nossas questões.

Família B.P. e C.P.

“Nós, B.P e C. P., vimos por este meio apresentar o testemunho do excelente trabalho de TODOS os profissionais dessa Instituição – Dianova Portugal, situada na Quinta das Lapas, Monte Redondo, Torres Vedras. A tod@s agradecemos o vosso empenho e dedicação na recuperação do nosso irmão C. G., pois foram vós que o ajudaram na restituição da dignidade, auto-estima e integração familiar, social e de trabalho. Após muitos anos de sofrimento, causado pela dependência de drogas e várias tentativas de saída dessa dependência, verificamos que também valeu a pena o nosso irmão ter-se esforçado para ser o que é hoje: um homem livre e sempre ligado de coração a vós. Aproveitamos para vos desejar a tod@s vós, profissionais e utentes que neste ano de 2018 sejam concretizados os vossos anseios. Podem contar connosco para ajudar no que estiver ao nosso alcance. A tod@s muito obrigada e BEM HAJAM. Aveiro, 3 de Janeiro de 2018.”

Miguel F.

“Comecei a consumir drogas duras aos 22 anos até hoje com algumas paragens e outras tantas recaídas. Os consumos levaram a que na minha vida não tivesse construído o que mais desejaria: família e estabilidade. Cumpri pena de prisão. O único irmão que tenho não quer manter qualquer contacto comigo. Recaí de novo em 2016 e resolvi pedir ajuda à Comunidade Terapêutica Dianova onde já me encontro em final de programa. Onde aprendi muito, me sinto muito bem e onde fiquei com a certeza de que não voltarei a consumir. O conselho que daria a outras pessoas com alguma dependência é que peçam ajuda, não se deixem levar com os consumos por muito mais tempo. Peçam Ajuda!”

R.C.

“Eu tinha um problema com o álcool que durante muito tempo desvalorizei até começarem a surgir muitos problemas no trabalho e em casa: discussões, conflitos, pouco tempo em família, isolamento. Tomei a decisão de pedir ajuda pois já não conseguia resolver as coisas sozinho. Fui à Equipa de Tratamento e pedi ajuda. Fui a várias consultas, fiz um internamento de 10 dias mas voltei a beber. Voltei à Equipa de Tratamento e pedi para ir para Comunidade Terapêutica. Escolhi a Dianova por ser perto de casa e por ter boas referências. Iniciei tratamento em Agosto de 2017 e na Dianova tomei consciência mais séria do meu problema e do que tinha de mudar na minha vida. Ao estar a terminar o programa no dia de hoje, sinto-me definitivamente decidido a não voltar a consumir álcool, sinto-me mais tolerante e com mais competências de comunicação aos outros do que penso, sinto e quero, especialmente na relação com a minha esposa.” R.C., 45 anos, conclusão de programa de tratamento de álcool (6 meses), Fevereiro de 2018

J.C.

Sem rodeios, sem vergonha, não cometendo o erro de desvalorizar o impacto negativo que a droga e o álcool tiveram na minha vida e dos que me rodearam, digo, partilho, que aos meus 13-14 anos comecei a consumir cannabis e seus derivados, para estar na “moda” socialmente.
Nessa idade, convivia quando saía de casa para andar de BMX, skate ou para fazer bodyboard. Tinha um amigo fora dos consumos com quem jogava computador pela noite dentro, conversávamos, passávamos o carnaval juntos, almoçávamos, jantávamos e dormíamos em casa um do outro.
Mas por estupidez minha e teimosia de ser “cool” passava muito mais tempo com os amigos dos consumos do que com o meu verdadeiro amigo.
O que mais me motivou para acabar este tratamento foi o meu filho, a minha mãe e os meus irmãos, e ver pessoas que já perderam a sua família de sangue com consumos de mais de 20 anos.

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Testemunho Família R. C.

Ter um irmão a passar por uma situação de dependência da droga, não é fácil! Foram mais de 10 anos a ver a vida passar-lhe ao lado e a estrada da dependência nunca mais tinha fim … Foi difícil ver que não estava nas minhas mãos a capacidade de o ajudar, sem ele mesmo tomar consciência que a vida dele teria de mudar! Esse dia chegou em maio de 2017 e assim pudemos dar-lhe a mão e auxiliar naquilo que podíamos!

Se foi fácil? Não, não foi nada fácil, mas vê-lo erguer-se das cinzas é a maior recompensa de sempre! Hoje já conseguimos ver um jovem bonito, preocupado consigo e com a família, a lutar contra os seus monstros interiores e cheio de vontade de agarrar a vida, lutar pelos seus objectivos, construir uma família e acima de tudo ser muito feliz! Para chegar aqui precisou de querer, de ter muita força de vontade e de se agarrar com unhas e dentes à vida! E precisou ainda de uma confiança total na equipa técnica da Dianova que o apoiou sempre, o acarinhou e sobretudo lhe deu novas ferramentas para levar para a vida! O meu muito obrigada a todos!

O caminho ainda não acabou e a luta contra a droga vai durar para o resto da vida mas não tenho duvidas que juntos vamos vencer e, as melhores caminhadas da vida, são as subidas às montanhas! É que custam imenso mas avistá-las de cima é magnífico!

Maio de 2018

C. G.

Comecei a consumir drogas quando tinha treze anos. Só fiquei consciente da minha dependência quando tinha dezasseis anos. A minha família sofreu muito com o meu vício, porque não conseguia parar; os meus amigos só bebiam álcool e não queriam estar comigo porque eu estava a consumir drogas.


Vim para a Dianova em janeiro de 2018. A minha motivação para continuar o tratamento é de ser capaz de me tornar uma pessoa melhor e de ter uma vida normal com amigos normais. Aconselho outras pessoas a procurar ajuda!

6 junho 2018, Suécia