Voices Without Stigma
A nova campanha de sensibilização da Dianova, Voices Without Stigma, destaca as experiências vividas por jovens entre os 15 e os 25 anos, incentivando a conversas abertas sobre saúde mental e dificuldades emocionais. Através de histórias comoventes e do envolvimento da comunidade, a campanha visa acabar com o estigma e promover uma cultura de empatia, ligação e apoio.
Os jovens são o grupo mais vulnerável ao consumo abusivo de álcool ou outras drogas em resposta a níveis crescentes de sofrimento mental e social — especialmente diante de crises naturais, económicas e sociais recorrentes e do impacto crescente da solidão indesejada num mundo cada vez mais hiperconectado:
-
- • Os jovens enfrentam um número crescente de desafios de saúde mental e muitos recorrem ao consumo de substâncias ou outros comportamentos de risco como mecanismo de defesa. Num mundo cada vez mais conectado, muitas pessoas experimentam uma solidão profunda e indesejada — um tipo de silêncio que dói.
- x
- • Devido ao estigma que envolve o consumo de substâncias, a dependência e os problemas de saúde mental, muitos jovens relutam em procurar ajuda, o que pode levar à discriminação social e causar atrasos significativos no acesso a apoio e cuidados urgentes.
- x
- • Quando falta um sentimento de ligação emocional, as substâncias podem se apresentar como um falso substituto. É por isso que a prevenção deve começar com compaixão, não com julgamento, reconstruindo os laços sociais e emocionais que dão aos jovens uma razão para se agarrarem e terem esperança.
Estigma em torno da Saúde Mental e dos Comportamentos Aditivos
O estigma em torno da saúde mental e do consumo de substâncias é um problema generalizado que afeta todos, incluindo profissionais de saúde, a sociedade como um todo e, claro, os jovens em questão.
O estigma tem origem em atitudes negativas, estereótipos e conceitos errados, que podem levar à discriminação e impedir o acesso a cuidados ou simplesmente a ajuda e apoio. Os jovens são mais propensos a internalizar esse estigma: eles isolam-se sem falar sobre os seus problemas, mesmo com pessoas em quem confiam.
Uma Crise Silenciosa

Os adolescentes não falam. Os jovens que enfrentam dificuldades muitas vezes têm dificuldade em expressar o seu sofrimento emocional, o que pode ser particularmente desafiante para os pais, cuidadores e profissionais de saúde mental. Existem vários fatores que podem causar isso: exaustão emocional, por exemplo, após um episódio de ansiedade; medo de ser julgado; ou a falta de confiança nas pessoas ao seu redor.
Os jovens não interagem… A sério?
Claro que o fazem! Parece até que passam todo o tempo a falar – nas redes sociais, em serviços de mensagens instantâneas, na aplicação da PlayStation, no TikTok, na escola, com os amigos, com os seus seguidores, etc.
No entanto, isso não significa que eles estejam a comunicar.
Embora os jovens tendam a falar muito, muitas vezes têm dificuldade em expressar o que realmente lhes importa e interessa. Isso pode ser um sinal de que um adolescente está a passar por um momento difícil e precisa de apoio. Para se conectar verdadeiramente com eles, é preciso adotar estratégias adaptadas aos seus interesses e linguagem, evitando perspetivas centradas nos adultos que ignoram a sua realidade.
Dados e pesquisas recentes destacam preocupações crescentes sobre os desafios significativos relacionados com a saúde mental e/ou uso de substâncias enfrentados por adolescentes e jovens em todo o mundo.
- — Em todo o mundo, 14% das pessoas entre 10 e 19 anos sofrem de um problema de saúde mental que muitas vezes não é reconhecido nem tratado – depressão, ansiedade e distúrbios comportamentais estão entre as principais causas de morbidade em adolescentes – OMS
- x
- — Quase um bilhão de pessoas vivem com uma condição de saúde mental em todo o mundo, incluindo mais de um em cada sete adolescentes (Policy Brief, UNICEF)
- x
- — Estimativas sugerem que cerca de 11,2 milhões (13%) de crianças e jovens com 19 anos ou menos na União Europeia sofrem de uma condição de saúde mental (2019 Global Burden of Disease Study)
- x
- — Um relatório da UE revela um aumento preocupante no consumo de cannabis de alta potência entre 8,6% dos jovens com idades entre os 15 e os 24 anos, juntamente com um aumento no consumo de estimulantes sintéticos que representam graves riscos para a saúde. Além disso, o aumento do consumo de múltiplas drogas está a levar a padrões complexos de dependência, ressaltando a necessidade urgente de conscientização centrada nos jovens e apoio sem estigma (Relatório Europeu sobre Drogas 2025)
- x
- — No Canadá e nos Estados Unidos, aproximadamente 1 em cada 5 crianças e jovens tem um distúrbio mental, emocional, de desenvolvimento ou comportamental (Canadian Mental Health Association, NIH)
- x
- — Na América Latina e no Caribe, 16 milhões de meninos, meninas e adolescentes de 10 a 19 anos (15%) vivem com um distúrbio de saúde mental diagnosticado e, todos os dias, 10 adolescentes perdem a vida por suicídio – UNICEF
- x
- — Os jovens na Ásia Oriental e no Pacífico enfrentam desafios significativos em matéria de saúde mental. Mais de 1 em cada 10 meninas e quase 1 em cada 7 meninos com idades entre 10 e 19 anos têm um transtorno de saúde mental, e o suicídio é a segunda causa principal de morte entre meninas de 15 a 19 anos e a terceira entre meninos (UNICEF)
- x
- — Os adolescentes na África Subsaariana enfrentam altas taxas de prevalência de condições como depressão, transtornos de ansiedade, transtorno de stress pós-traumático (TEPT) e ideação suicida. 27% dos adolescentes na região sofrem de depressão, 30% de transtornos de ansiedade, 21% de TEPT e 12% de ideação suicida, o que é notavelmente superior às estimativas de prevalência global. (NIH)
- x
- — Na Índia, apenas 3% dos 365 milhões de jovens do país relatam ter problemas de saúde mental, sem dúvida devido ao estigma associado a essas questões.
Call to action
“As comunidades têm um papel fundamental no bem-estar mental dos adolescentes. Ao escutarmos com empatia, mostrarmos respeito e caminharmos ao seu lado, podemos fazer uma diferença real e duradoura. Não se trata de lhes dizer o que fazer, mas de estar presente. Escutar. Acompanhar. Inspirar.”
![]()
1. Vamos dar voz às suas histórias
O consumo de substâncias não tem de necessariamente ser o problema; pode ser um sintoma de algo mais profundo. Por trás de cada jovem que recorre a substâncias, há uma história de dor, desconexão ou necessidades não satisfeitas. Se nos concentrarmos apenas no comportamento, perdemos a parte mais importante: o PORQUÊ.
![]()
2. Vamos escutar com atenção e empatia
Os adolescentes muitas vezes vêem o mundo adulto como algo em que não se pode confiar — e com razão. Ele é cheio de contradições e julgamentos. É por isso que as comunidades, em todos os níveis, devem assumir a responsabilidade de criar espaços seguros e sem julgamentos, onde os jovens possam falar livremente e ser realmente ouvidos.
Criar ambientes seguros e acolhedores
Para ajudar os adolescentes a falar, é importante criar um ambiente seguro e acolhedor onde se sintam à vontade para se expressar.
- Ouça ativamente. Em vez de fazer perguntas diretas, dê um passo atrás e ouça. Os adolescentes tendem a abrir-se mais quando não se sentem pressionados a partilhar informações. Em vez de perguntar «O que se passa contigo?», pergunte «O que aconteceu contigo?» — e vá um passo além: «O que precisas que eu faça para te ajudar?»
- x
- Mostre empatia. Mostre compreensão e empatia refletindo os sentimentos deles, ajudando-os a sentirem-se ouvidos e compreendidos. Existe sempre um caminho a seguir. Existe solução. Mas isso começa com conexão, empatia e coragem de se mostrar e dizer: «Estou aqui para ti.» É assim que a mudança começa.
- x
- Mostre confiança: Os adolescentes querem ser levados a sério. Procure maneiras de mostrar que confia neles. Pedir-lhes um favor mostra que conta com eles. Deixá-los saber que confia neles aumentará a sua confiança e incentivará a estar à altura da situação.
Vamos mudar o discurso, parar de julgar e começar a ouvir e construir espaços onde os jovens se sintam seguros o suficiente para falar, para se mostrarem vulneráveis, para pedir ajuda — sem medo do estigma.
![]()
3. Vamos agir juntos e apostar no bem-estar de todos
Para apoiar os jovens que enfrentam desafios emocionais e lançar campanhas eficazes de prevenção do consumo de substâncias, devemos investir em ferramentas baseadas na ciência — e, acima de tudo, no bem-estar dos jovens, das suas famílias e das suas comunidades.
A prevenção não se resume a evitar danos; trata-se de construir futuros. Se queremos que a prevenção faça realmente a diferença, temos de ir além das mensagens baseadas no medo e investir em ferramentas fundamentadas na ciência, na empatia e na experiência vivida. No entanto, acima de tudo, temos de investir no bem-estar dos jovens, das suas famílias e das suas comunidades.
Quando cuidamos dos ambientes que moldam a vida dos jovens, fortalecemos as suas ligações, apoiamos a sua resiliência emocional e valorizamos as suas vozes, fazemos mais do que apenas prevenir o consumo de substâncias. Criamos condições nas quais os jovens podem prosperar, sentir que pertencem e escolher caminhos mais saudáveis porque querem, não porque devem.
A verdadeira prevenção começa com a confiança e a inclusão, e com a convicção inabalável de que todos os jovens merecem a oportunidade de crescer com dignidade e esperança.
Sobre esta campanha
A campanha Voices Without Stigma destaca a dicotomia entre o que os jovens dizem — nas redes sociais, nas conversas do dia-a-dia — e o que não dizem. Os seus problemas, o seu desconforto, os seus sentimentos.
Desenvolvida pela CHOCOLATE, a campanha apresenta vídeos impactantes que mostram jovens no seu dia-a-dia.
Primeiro, mostra o que os adolescentes partilham com os seus amigos; depois, mostra tudo o que guardam para si: as suas dúvidas, emoções, perguntas sem resposta e toda a tristeza interior que gradualmente torna as suas vidas num inferno.
O vídeo mostra um ou mais adolescentes em situações diferentes, com várias mensagens e diferentes sentimentos de mal-estar. No final de cada segmento, aparece a mensagem central da campanha:
O que sentes importa – Não guardes para ti, fala.
Sobre as campanhas da Dianova
Construindo pontes, capacitando pessoas, uma campanha de cada vez…
Ao longo dos anos, a Dianova International e as suas organizações membros têm lançado poderosas campanhas de sensibilização em todo o mundo – dando voz a quem precisa, desafiando o estigma e construindo pontes de compreensão. Desde a capacitação de adolescentes até ao apoio a famílias e adultos, estas iniciativas tornaram-se ferramentas vitais na luta pela saúde mental, prevenção e inclusão social.
Curioso para conhecer mais sobre estas ações inspiradoras? Explora as nossas campanhas de sensibilização e descobre como a rede Dianova está a transformar o compromisso em mudança — uma história, uma campanha, uma vida de cada vez.
Sabe mais sobre os membros que impulsionam este movimento global.
Público-alvo
- Jovens e Adolescentes, porque é importante que saibam que existem soluções. Não precisam de passar por mais sofrimento ou angústia — há apoio e esperança.
- x
- Decisores Políticos, para reforçar a necessidade de desenvolver iniciativas de prevenção e cuidados de saúde mental baseadas na ciência e direcionadas para as populações mais jovens
- x
- Profissionais de Saúde, para aumentar a consciência sobre o estigma persistente em torno do consumo de substâncias e dos problemas de saúde mental
- x
- Público em Geral, porque todos temos um papel a desempenhar. Só juntos podemos enfrentar o crescente desafio da saúde mental entre adolescentes e jovens.
Parceiro
A campanha «Voices Without Stigma» foi desenvolvida pela Dianova International com o apoio da CAMURUS através de um acordo de patrocínio. Por motivos de conformidade, a Camurus analisou o material da campanha antes do seu lançamento, mas não teve qualquer influência no seu desenvolvimento ou conteúdo.
Camurus é uma empresa biofarmacêutica sueca orientada para a ciência, empenhada em melhorar a vida dos pacientes com doenças graves e crónicas – consulte o site: https://www.camurus.com/
